Do rap feito em Sobradinho ao hardcore do underground, cinco artistas ajudam a ouvir um Distrito Federal que já não cabe na velha ideia de “Capital do Rock”. E, talvez, nem queira caber. Brasília tem um problema curioso com a própria história musical. Ela foi tão boa que, às vezes, parece não deixar espaço para o presente. Legião Urbana , Plebe Rude , Capital Inicial . Não é preciso discutir a importância de nenhum deles, mas uma cidade não pode passar quatro décadas sendo apresentada pela mesma playlist. Enquanto a nostalgia continua oferecendo uma imagem confortável sobre o que seria a “música de Brasília”, outra cidade está produzindo som agora. Ela passa por Sobradinho, pelo Setor Comercial Sul, por pequenos palcos, festas independentes, estúdios caseiros, selos, slams e comunidades que muitas vezes crescem antes que a imprensa ou o algoritmo resolvam prestar atenção. E essas cenas não têm necessariamente muito em comum entre si. Tem rap encontran...
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